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Ex-ministro de Lula da Silva preso no âmbito da Operação Lava Jato

Ex-ministro de Lula da Silva preso no âmbito da Operação Lava Jato

O ex-ministro José Dirceu, do governo de Lula da Silva, foi detido nesta segunda-feira, em Brasília, por suspeitas de crimes relacionados com a Operação Lava Jato. A Polícia Federalestava a prosseguir com a 17ªfaseda Operação Lava Jato,de forma a cumprir 40mandatosde prisão.

José Dirceu encontra-se agora em prisão preventiva, por suspeitas de ter recebido valores suspeitos através de uma empresa que detinha, JD Consultoria, dá conta o Globo.
O ex-ministro já tinha sido condenado a prisão domiciliária devido a outro processo, por corrupção em 2005, por alegadamente estar envolvimento nas irregularidades da Petrobras. O tribunal decidiu aplicar-lhe agora prisão preventiva.
Segundo o site Uol.com.br, relato de amigos e aliados que conversaram com Dirceu nas últimas semanas conta que o petista demonstrava estar fragilizado emocionalmente e fisicamente, mas conformado com a possibilidade de ser preso durante o cumprimento de pena domiciliar pelo escândalo do mensalão.
De acordo com as revelações, o número dois no início do governo do ex-presidente Lula estava abatido, com olhar perdido e sem a voz de comando característica de seu tempo de militância política e de trajectória partidária.
O petista havia perdido peso e estava preocupado com o fato de não ser mais réu primário e com a possibilidade de seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, sócio dele na JD Consultoria, também ser detido, o que ocorreu nesta segunda.
Em sua residência em Brasília, onde cumpria prisão domiciliar, José Dirceu passava boa parte do tempo nas últimas semanas com sua filha mais nova, Maria Antônia, de 5 anos.
Nesse período, seu advogado, Roberto Podval, chegou a dormir duas noites em sua residência.
"Dirceu tinha vontade de ser redescoberto depois do mensalão, mas agora a vontade dele era de ser esquecido", resumiu um aliado petista.
Ele acordava cedo e fazia questão de ler todos os jornais, blogs e sites jornalísticos. Em um caderno, fazia anotações do que considerava incongruências e equívocos nas acusações contra ele.
Com quem conversava, negava sistematicamente que havia recebido propina.
O ex-ministro da Casa Civil foi citado em depoimento pelo ex-executivo da Toyo Setal Julio Camargo, segundo o qual entregou R$ 4 milhões em dinheiro vivo ao petista a pedido do ex-director da Petrobras Renato Duque.
Ele virou alvo dos procuradores da Operação Lava Jato porque várias empreiteiras sob investigação fizeram pagamentos à empresa de consultoria que ele abriu depois de deixar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, no auge do escândalo do mensalão.
O ex-ministro facturou como consultor R$ 39 milhões entre 2006 e 2013. Empresas investigadas pela Lava Jato pagaram a ele R$ 9,5 milhões, num período em que o director de Serviços da Petrobras era Renato Duque, apontado como afilhado político de Dirceu –o que ele nega – e actualmente preso em Curitiba.
Com Reuters e Uol

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