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Brasil: Dilma passa para a frente nas sondagens e abre nova fase na campanha


A campanha da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, candidata a um segundo mandato, animou com a divulgação das últimas sondagens, que a colocam pela primeira vez à frente nas intenções de voto do próximo domingo, ainda que em empate técnico com o seu adversário do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves.

De acordo com o instituto Datafolha, a Presidente está na liderança da corrida com 52%, contra 48% de Aécio Neves, considerando apenas os votos válidos (que excluem os brancos, nulos e indecisos), ou então em 46% contra 43%, atendendo ao universo total de votos. A vantagem da representante do Partido dos Trabalhadores (PT), no poder há 12 anos, está no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.
Numa campanha fértil em surpresas, oscilações e reviravoltas, os números vieram inverter a ordem das preferências do eleitorado e alterar mais uma vez a dinâmica da corrida. As pesquisas anteriores tinham Aécio Neves na frente, com uma margem de distância semelhante à que agora beneficia Dilma. Historicamente, os vencedores da primeira volta têm vantagem na ronda derradeira. A poucos dias da eleição, a imprevisibilidade continua, porém, a ser a nota dominante: arriscar um prognóstico nesta altura seria um atentado ao mais elementar bom senso.
Segundo o colunista do Estadão, José Roberto Toledo, nesta fase final da campanha, o movimento do eleitorado acaba por ser mais significativo do que os números. Nesse sentido, a tendência que as pesquisas desta semana revelam – de um crescimento “lento mas consistente” do apoio à Presidente Dilma Rousseff, pode acabar por ajudar a transportá-la para a vitória. No entanto, ressalva Toledo, “a diferença entre os dois é tão pequena, que a decisão pode ser decidida por factores como o erro, a abstenção ou até o voto no exterior”, que não estão medidos nas sondagens.
Atentas às indicações das pesquisas, as campanhas procuram afinar as mensagens dos candidatos nesta recta final. O principal alvo dos dois é a faixa de “remediados”, que alberga a maioria dos 6% de brasileiros que ainda se confessam indecisos (cerca de 6,8 milhões de pessoas, de um total de 114 milhões de votantes da primeira volta). Tal como no universo total de eleitores, onde perfazem 52%, as mulheres representam mais a maioria dos indecisos, com 67%. Em termos de faixa etária, são os mais velhos do que 45 anos que estão menos seguros sobre o seu voto: Aécio Neves domina entre aqueles que têm mais de 60 anos, enquanto Dilma Rousseff captura mais votos na faixa intermédia.
Fonte: Uol

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