Angola regressa ao Conselho de Segurança da ONU
- font size decrease font size increase font size

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu nesta quinta-feira a Angola, Venezuela, Nova Zelândia e Malásia para ocupar vagas de membros não permanentes do Conselho de Segurança.
O país africano conseguiu, nas urnas, 190 dos 193 votos expressos. Tratou-se do maior número de votos conseguidos entre os sete candidatos que concorreram aos cinco assentos não permanentes do Conselho.
Apesar da candidatura angolana ter sido, desde cedo, endossada pela União Africana o que, na prática, representava o voto unânime de todos os Estados africanos, um certo “Congo” foi anunciado como tendo obtido um voto, no anúncio do escrutínio, o mesmo que o Brasil, pela América Latina e Caraíbas. O eleito, desta região, foi a candidata Venezuela.
Angola concorreu, sem oposição, à única vaga em aberto por África, a ser deixada, em Dezembro próximo, pelo Rwanda.
O mandato, de dois anos, não renovável, tem início a 1 de Janeiro de 2015.
Angola vai juntar-se, em representação de África, à Nigéria e ao Tchad, cujos mandatos apenas terminam a 31 de Dezembro de 2015.
O Conselho de Segurança, o mais visível e influente órgão do sistema das Nações Unidas, encarregue de zelar pelo estabelecimento e manutenção da paz e segurança mundiais, é composto de 15 membros, 10 dos quais não permanentes.
Estes são eleitos, rotativamente, todos os anos, em representação das distintas regiões do mundo.
Os membros permanentes, com direito a veto, são os EUA, Rússia, China, França e Reino Unido.
Esta é a segunda vez que Angola se candidata ao órgão. A sua primeira eleição ocorreu a 27 de Setembro de 2002, quatro meses depois do fim do conflito armado e do estabelecimento da paz definitiva no país.
O país tem como representante o embaixador Ismael Martins, chefe da Missão permanente de Angola nas Nações Unidas.
Fontes: Angop e PortaldeAngola