As mulheres da Guiné-Bissau exortaram, sexta-feira, às autoridades do país a ratificarem o tratado de adesão ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para que os sucessivos casos de violações dos direitos humanos e impunidade possam ser julgados naquela instância.
O apelo das mulheres está contida numa carta denominada "As perspectivas das mulheres sobre a resolução de conflitos", hoje entregue ao representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba.
Na carta, que Mutaboba promete levar às instâncias superiores das Nações Unidas, as mulheres guineenses construtoras da paz e líderes de opinião, defendem ainda uma maior participação feminina nos programas de reformas em curso no país, nomeadamente ao nível do setor da Defesa e Segurança.
As mulheres defendem ser necessário que elas se apropriem de todo o processo das reformas, de forma a emprestarem a sensibilidade e o equilíbrio feminino, chamando desde já a atenção para a importância da questão do género ser levada em conta na composição das novas forças de defesa e segurança.
Apelam também para que sejam chamadas a participar nos programas de sensibilização nas escolas, nos bairros, nas aldeias e nas zonas urbanas, sobre os valores da paz e do diálogo na Guiné-Bissau.
As mulheres querem ver criada no país uma comissão mais ampla, que promova um verdadeiro diálogo nacional que inclua todos os grupos e sensibilidades, que sejam introduzidas nas escolas matérias sobre a igualdade do género, paz, cidadania e direitos humanos.