A 01 de Junho o bureau político PAIGC esteve reunido durante três dias para analisar a «situação interna do Partido e da actual situação sócio-politica do país» à luz dos acontecimentos “politico-militares” de 01 de Abril, escreve o jornal electrónico “Bissau Digital”.
Em comunicado difundido à imprensa, em 03 de Junho, o bureau político PAIGC lamentou a forma como os “assuntos de Estado estão a ser tratados na praça pública” e reafirma o compromisso do Partido em “defender intransigentemente as conquistas e a legitimidade democráticas que o povo lhe outorgou nas urnas”.
No mesmo documento o PAIGC encoraja “todos os titulares dos órgãos de soberania”, particularmente o presidente da Republica e o primeiro-ministro na busca de soluções à «situação vigente».
“Alerta que o PAIGC está atento a todas as manobras e jogos de interesses que visam manipular a opinião pública nacional e internacional, com o objectivo de tentar usurpar a vitória democrática conquistada nas urnas», avança o comunicado.
Através do mesmo documento o bureau político PAIGC condenou também o que qualifica de “discurso estéril” e “sem fundamento” lançado nos media por “algumas forças políticas” que pretendem “minar os esforços para a consolidação da estabilidade politica”.
Sociedade Civil também reage
O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz Democracia e Desenvolvimento apelou ao Presidente guineense, Malam Bacai Sanha, que evite “tomada de posições que contrastam com os valores da paz, da estabilidade e do Estado de Direito”.
Durante conferência de imprensa o Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz Democracia e Desenvolvimento considera que a Guiné-Bissau mergulhou mais uma vez numa crise político-militar “sem precedentes” marcada pelas “dificuldades de relacionamento entre a Presidência da República e a Primatura” além da “reafirmação da insubordinação do poder militar ao político” e da “ambigüidade” na cadeia de comando das Forças Armadas.