A emergente companhia Continental Shipping anunciou sua entrada no negócio de transporte de cargas entre EUA e Cabo Verde e tem a primeira viagem agendada para o mês de Novembro, prometendo levar encomendas para as festas de Natal e Ano Novo.
De acordo com um dos promotores, João Monteiro, a recepção de cargas já está a decorrer e deverá ir até 15 de Novembro.
Monteiro, radialista, é também um conhecido comerciante com residência em Brockton, EUA, e nos Mosteiros, ilha do Fogo, em Cabo Verde.
Segundo Monteiro, a Continental Shipping vai praticar preços mais baixos do que a concorrência e prometem não cobrar em Cabo Verde para troca de documentos. “Em Cabo Verde só se paga a alfandega e Enapor”, conclui.
A notícia acontece em período próximo ao natal e passagem de ano, em que os cabo-verdianos fazem chegar à “terra mãe” grande quantidade de cargas, sobretudo as chamadas pequenas encomendas.
Continental Shipping aproveitou o “timing” mais próximo da quadra festiva sabendo que grande parte das vezes, o cabo-verdiano deixa tudo para última hora e quer aproveitar os saldos do ultimo verão, para que o navio “Elizabeth”, a ser fretado pela companhia, possa chegar por altura da habitual agitação festiva.
A insistência nesse negócio considerado rentável partiu dum grupo de empresários cabo-verdianos e norte-americanos sedeados nos EUA.
Experiências malsucedidas no passado têm levado alguns utentes a desconfiar de novos empreendimentos na área de transporte marítimo entre EUA e Cabo Verde. Entretanto, os novos promotores reservam cautelas a nível da propaganda e acção desenvolvidas.
João Monteiro afirma que eles não entraram no negócio para destruir a concorrência mas sim “para fomentar a concorrência beneficiando os consumidores com trabalho honesto”. 
Os responsáveis da Continental Shipping não querem abrir o jogo: se será mais uma companhia na rota marítima EUA e Cabo Verde ou uma operação pontual. Para já vão dizendo que é “uma viagem especial”.
É que nos últimos anos surgiram e despareceram muitas companhias marítimas entre EUA e Cabo Verde que não conseguiram sobreviver. Ao longo de 15 anos, apenas a Atlantic Shipping conseguiu se aguentar.
Os anteriores operadores nessa rota entraram no jogo da concorrência prometendo facilidades mas acabaram por sucumbir, deixando para trás compromissos como cargas nos armazéns entre outros processos por concluir.