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OPEP decide não cortar produção


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu na sua 166ª sessão manter o objectivo de produção em 30 milhões de barris por dia para os próximos seis meses.

Meia hora antes da conferência de imprensa, um tweet de Nour E. Al-Hammoury referia que um delegado na reunião tinha referido que a "OPEP decidiu manter a produção sem alteração". A Reuters referia, também, minutos antes que o ministro saudita dos petróleos teria referido a decisão de não mexer no objectivo de produção. O ministro dos petróleos do Kuwait soletrou, à saída da reunião, duas palavras: "No change".
A reacção no preço do Brent entre as 14h30 e as 15h20 foi clara: a cotação caiu de 76,47 dólares para 74,75%. E na variedade WTI seguiu o mesmo padrão: o preço do barril desceu de 72,55 dólares para 70,91 dólares. Os preços do barril de crude fixam novos mínimos do ano, depois de terem estado em Junho acima de 117 dólares no caso do Brent e 107 dólares no caso do WTI.
O secretário-geral da OPEP referiu que a organização não tem um objectivo em termos de preço do barril - apesar de múltiplas declarações de que o "preço justo" seria 100 dólares. Interrogado sobre o preço verificado esta quinta-feira se seria um "preço justo", respondeu "não sei". E acrescentou: "temos de viver com as novas circunstâncias".
Na análise macroeconómica, a OPEP considerou que o crescimento mundial subirá de 3,2% em 2014 para 3,6% no próximo ano, e que a procura mundial em 2015 aumentará em 1,1 milhões de barris por dia.
A próxima reunião realizar-se-á a 5 de Junho de 2015.
Presidência no feminino com um desejo
A outra novidade da reunião em Viena foi a eleição da ministra dos recursos petrolíferos da Nigéria para presidente da sessão da OPEP em 2015. Dieziani Alisom-Madueke é a primeira mulher a liderar uma sessão do cartel.
A nova presidente referiu que para o próximo ano espera que se consiga uma "estabilização do mercado" e "uma maior conexão" com os países que não fazem parte da OPEP. Mais "unidade", frisou.
Manifestou, também, o desejo de que não se desça a um patamar de 70 dólares por barril, o que seria um "desafio" não só para o cartel, mas para todos os produtores do "ouro negro".
Fonte: Expresso.pt

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