Juiz de Boston perdoa Obama e condena cabo-verdiano
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O juiz de imigração, em Boston, Leonard I. Shapiro, ordenou a deportação de um jovem cabo-verdiano, nesta terça-feira, momentos antes de autorizar a permanência, nos Estados Unidos, de Onyango Obama, tio do Presidente americano, apurou Visaonews.
A primeira audiência teve momentos dramáticos quando, ao escutar a sentença, a mãe do crioulo, Ariana Lima, saltou do lugar e saiu em direcção ao juiz pedindo, entre lágrimas, clemência e dizendo que a culpa era dela e do pai do rapaz. O juiz autorizou aos seguranças que deixassem a mulher avançar e em voz suave ripostou: “A culpa não é sua”.
Sabe-se que o rapaz, de 22 anos, tem uma longa ficha criminal.
Poucas horas depois, Shapiro decidiu que Onyango Obama, tio do presidente Barack Obama, pode permanecer nos Estados Unidos. O Juiz considerou o queniano como “um homem de bom carácter moral, que paga seus impostos e cumpre os critérios de residência permanente legal”.
Contra ele pesava uma ordem de deportação de 1992, mas continuou a viver ilegalmente no país, até cair nas mão das autoridades por delito de condução sob efeitos do álcool.
Onyango, 69 anos, e que vive nos EUA há cerca de 50 anos (desde 1963), invocou o nome de seu sobrinho para evitar a deportação. "Eu tenho um sobrinho", disse ele durante uma audiência. "Ele é o presidente dos Estados Unidos". Onyango revelou ainda que seu sobrinho chegou a morar com ele em Cambridge, durante três semanas, quanto Barack Obama era estudante em Harvard, nos finais de 1980.
O Juiz Shapiro também tinha concedido asilo a uma tia do presidente Barack Obama , Zeituni Onyango, em 2010, após ela ter desafiado as ordens para deixar o país.
Na decisão do magistrado teria pesado o facto de um funcionário federal ter vazado ilegalmente o caso para a imprensa, poucos dias antes da eleição histórica do primeiro presidente negro dos EUA.