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Selecção da Guiné Equatorial tem 9 jogadores brasileiros

Selecção da Guiné Equatorial tem 9 jogadores brasileiros

São nove os convocados brasileiros para o último duelo da equipa da Guiné Equatorial, contra Cabo Verde, no final de Março (vitória por 4 a 3). E são eles que lideram uma polémica sobre jogadores naturalizados, e que pode acabar tirando-os do Mundial.

 

Segundo as regras de naturalização da FIFA, um jogador precisa actuar e morar por, no mínimo, cinco anos em um país para poder se naturalizar. Ou então ter laços familiares com o país que deseja defender, por mais antigos que sejam. Nesta semana, a FIFA anunciou que investiga a selecção de Guiné Equatorial por ter escalado um jogador irregular na partida contra Cabo Verde e que pode tirar pontos do país nas eliminatórias.

Sem revelar o nome do jogador investigado, a suspeita é de que um dos estrangeiros se tenha naturalizado de forma irregular. E os brasileiros não são os únicos importados: se são nove os atletas verde-amarelos, todos os outros também são de fora da Guiné. A maioria vem da Espanha, que colonizou o país africano (e que o fez ser o único no continente cujo idioma é o espanhol).

Alheios a suspeita, os brasileiros continuam lutando pelo sonho de jogar uma Copa do Mundo. O mais famoso é Danilo Clementino - pelo menos na África. Actualmente no Alecrim, do Rio Grande do Norte, ele é guarda-redes titular da selecção desde 2006 e se consagrou ao defender um penálti cobrado por Didier Drogba durante a Copa das Nações Africanas de 2012. "Sempre que chego lá esse assunto é lembrado. É o momento mais especial da minha carreira", conta.

Ele assume: está lá pelo dinheiro que recebe. Nunca havia pisado no país antes de ser convocado, e nunca o visitou sem ser para jogar ("Sempre fui a trabalho"). "O treinador, em 2006, era brasileiro (Jordan de Freitas). Ele entrou em contacto comigo, fiz todos os trâmites. Mas é só pelo trabalho. Todas as selecções pagam. Meu valor é fixo, mas muitos recebem por jogo", revela, em contacto com o UOL Esporte. Só opta por não divulgar o valor.

Outro que tem se destacado em Guiné é o meio-campista Judson, jogador do São Bernardo-SP.  Actuando pelo país desde 2012, marcou um golo em sua estreia, contra a República Democrática do Congo - fez golo no famoso guarda-redes  Kidiaba. Titular na partida contra Cabo Verde, também só esteve no país para actuar pela selecção, e revela nunca ter ouvido falar de Guiné antes de ser convidado para a selecção: "Me aceitaram bem naquele país lá", disse ao UOL Esporte, ao ser questionado sobre a recepção que teve na África.

Last modified onSunday, 14 April 2013 14:33
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