FC Porto não consegue digerir empate com Benfica
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O clássico deste domingo que culminou com um empate (1-1) e um golo do Benfica aos 92 minutos, “foi difícil de engolir” para o FC Porto.
Através da newsletter Dragões Diário, o clube ‘azul e branco’ refere esta segunda-feira que o resultado não foi justo, uma vez que “o Benfica não foi capaz de criar uma jogada de perigo”, citado pelo site Notícias ao Minuto.
Para o jornal Público, o FC Porto exibiu uma qualidade pouco vista nas últimas três épocas, reduziu durante mais de uma hora o Benfica a vinagre, mas quando parecia que as “águias” iriam ao tapete no campeonato, Lisandro exorcizou, para os benfiquistas, o minuto 92 no Estádio do Dragão (quando Kelvin roubou um campeonato aos benfiquistas).
Os três meses de Espírito Santo no FC Porto têm sido férteis em alterações constantes de tácticas e, por isso, não foi surpresa a aposta num “onze” inédito. Com o Benfica privado de Grimaldo, o técnico lançou Maxi e Corona na direita. Com o Fejsa fora de combate, o técnico portista colocou Otávio no sítio certo: a zona central. O resultado, foi uma vitória no duelo táctico inicial. Sem Herrera e mantendo o 4x1x3x2, o treinador apostava na mobilidade do quinteto da frente e o Benfica perdeu-se no “carrossel” “azul-e-branco”.
A primeira meia hora foi sufocante para os benfiquistas. Com Corona encostado à direita e Óliver apoiado por Jota na esquerda, o FC Porto construía oportunidades constantes e apenas Ederson impediu que o marcador sofresse qualquer alteração. Já sem Luisão (substituído por Lisandro devido a lesão), o Benfica respirou a partir da meia hora e, sem fazer qualquer remate à baliza, podia ter marcado aos 45’: Felipe quase fez golo na própria baliza.
A curiosidade após o intervalo era saber como Vitória ia reorganizar a equipa após uma primeira parte paupérrima, só que, depois de tanto tentar no início, o FC Porto chegou ao merecido golo cinco minutos após o descanso: Jota trocou os olhos a Nélson Semedo e fez a bola passar entre Ederson e o poste.
A partir daí, o duelo passou a ser jogado nos bancos e Espírito Santo, que estava claramente por cima, deitou tudo a perder a partir do minuto 66. Apesar da ligeira melhoria com a entrada de Horta, o Benfica continuava a ser uma equipa inofensiva, mas o FC Porto continuou a recuar (trocas de Óliver e Jota por Layún e Herrera) e o que já poucos benfiquistas acreditavam aconteceu: aos 92’, depois de um canto displicentemente cedido por Herrera, Horta colocou na área e Lisandro, de cabeça, salvou a noite do Benfica. Três anos, cinco meses e 27 dias depois, o segundo minuto de descontos voltava a assumir o protagonismo de um FC Porto-Benfica, mas desta vez eram os adeptos portistas que levavam as mãos à cabeça. Para os benfiquistas, Kelvin está exorcizado: o minuto 92 no Dragão agora é de Lisandro.
Figura do Jogo - Lisandro López
O defesa central argentino tarda em afirmar-se definitivamente no Benfica e parece ser, para Rui Vitória, apenas a quarta opção para defesa central, mas as exibições de Lisandro López já justificam outro estatuto. Embora o eixo da defesa seja o sector em que o Benfica parece estar melhor servido, o argentino, de 27 anos, tem exibido atributos muito acima de média. Tal como tinha acontecido em Tondela, onde entrou ainda na primeira parte para o lugar de Luisão, Lisandro mostrou competência a defender — fez dois cortes decisivos num duelo particular com André Silva na segunda-parte — e eficiência no ataque: o decisivo golo no minuto 92 foi o terceiro do defesa contratado pelo Benfica ao Arsenal de Sarandí neste campeonato.
Fonte: Público e Notícias ao Minuto